Cinco brigadas da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizaram na quarta-feira a cozinha central da Casa do Campino e as cozinhas dos 13 restaurantes que participam no Festival Nacional de Gastronomia, em Santarém, mas não detectaram nenhuma situação grave nem apreenderam géneros alimentares.
“Foram sinalizadas algumas pequenas questões, mas nada de alarmante ou perigoso para a saúde ou o bem-estar dos visitantes”, garantiu ao nosso jornal o presidente do festival, Joaquim Rosa do Céu.
Segundo conseguimos apurar no local, um restaurante foi obrigado a deitar carne fora por estar a descongelá-la fora do frigorífico, três guardavam comida que sobrou do dia anterior e a outros faltava documentação sobre a origem dos produtos, entre outras infracções menores.
A visita ASAE começou por volta das 10 horas e prolongou-se até depois da abertura do certame ao público, o que provocou o descontentamento de alguns proprietários, pelos atrasos na confecção das refeições.
“Nada de especial foi detectado, nem era expectável que o fosse”, disse ainda Rosa do Céu, até porque a organização, antes do festival, fez um grande investimento na modernização das cozinhas, para que seja cumprida toda a legislação a nível da higiene e segurança alimentar.
“Pessoalmente, sou um defensor destas acções da ASAE, porque considero que têm um papel pedagógico muito importante, mostrando à organização e aos próprios expositores onde podem e devem melhorar”, continuou o responsável do festival, acrescentando que nem sequer lhe foi entregue cópia do relatório.
“Posso presumir que tudo correu dentro da normalidade, caso contrário seria notificado”, afirmou Rosa do Céu.
“Estou perfeitamente tranquilo porque não me apontaram nada de grave”, disse ao nosso jornal o responsável do restaurante Casa das Tapas (Madeira).
Hugo Ribeiro elogiou mesmo a atitude dos inspectores da ASAE, explicando que “não causaram alarme, tiveram uma atitude muito aberta e simpática, mas sempre a cumprir a sua função”.
Os proprietários dos restaurantes não ficam com cópias dos relatórios elaborados durante a fiscalização; são-lhes enviados à posteriori com as deficiências detectadas e eventuais coimas que poderão ter que vir a pagar.
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