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A espuma dos dias: A pedra não furou…

armando fernandes

Por: Armando Fernandes

“A água bateu, mas não furou em Mação, ou o candidato não fosse Rocha bem implantada no terreno e nas margens do rio Tejo.

Os socialistas ainda sonharam, mas Saldanha Rocha além de conhecer o eleitorado sabe gerir com maestria a agenda mediática. Agora, tem de ensinar o descendente.

O mesmo acontece no Sardoal, no entanto, importa sublinhar o facto de o professor Moleirinho ter ganho todos os actos eleitorais baseado na salutar convivência, tendo no Boletim Municipal um eficaz meio de comunicação pela relevância dos temas, o vigor no anti-culto da personalidade e a parcimónia em matéria de propaganda.

Em Abrantes a candidata Céu Albuquerque superou o exame real sem grandes dificuldades, os independentes rataram no seu eleitorado, mas maior prejuízo provocaram no queijo laranjinha ao comerem perto de 1400 votos. Por razões óbvias nada mais escrevo sobre o tremendo desastre, mas em devido tempo através da palavra e da escrita adverti sobre os perigos que constituía para o PSD a candidatura do Sr. Arquitecto. As infantilidades e o aventureirismo em política cobram um preço muito alto, no presente e no futuro.

Por terras de Constância o arguto António Mendes escolheu bem em matéria de sucessão, dessa forma não existiu refluxo e dado o currículo do novo presidente as oposições bem podem esperar sentadas pelo dia da rendição.

Na ridente Barquinha o ainda jovem Presidente voltou a ganhar substanciosamente por um conjunto de factores cuja matricialidade assenta no jovial conhecimento recíproco entre ele e o eleitorado, o desenvolvimento harmonioso do concelho e a fraqueza da candidatura opositora. Não ficarei surpreendido se nas próximas eleições for candidato no Entroncamento.

Em terra de fenómenos Jaime Ramos venceu e convenceu – perfilam-se sucessores –, enquanto os bloquistas entraram em recessão, não por culpa do candidato, mas por razões de conjuntura estrutural. Os socialistas voltaram a não acertar, o mesmo não se pode dizer relativamente a Torres Novas, ali domina António Rodrigues sempre em movimento e a colocar muito alta a fasquia no referente à herança.

No cômputo geral, tanto Isaura Morais como Paulo Fonseca são paradigma do querer, embora os resultados de Ourém obriguem a perguntar: se as laranjas estavam na eminência de serem espremidas, qual foi a razão para o dono do chocolate não oferecer um bocadinho aos adversários internos? Agora só lhe resta chorar como Boabdil o Chico.

 PS: Boabdil foi o último rei de Granada.”

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Publicado por on Out 23 2009. Arquivado em Opiniões online. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

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