Parque do Almonda traz mais 325 estacionamentos a Torres Novas – FOTOS
em destaque, Fotogalerias, Últimas Sábado, Setembro 5th, 2009
As obras para a construção do parque de estacionamento subterrâneo do Almonda, em Torres Novas, arrancam na próxima segunda-feira, dia 7. A cerimónia de lançamento da primeira pedra decorreu este sábado, antes da inauguração oficial das obras de requalificação da envolvente do castelo de Torres Novas. Duas obras que para o presidente da Câmara Municipal, António Rodrigues, se juntam à requalificação da praça 5 de Outubro no projecto mais alargado de regeneração urbana da cidade.
O Parque de Estacionamento do Almonda vai reabilitar o antigo espaço da feira e agora transformado em espaço de estacionamento desregulado, numa obra que vai criar um espaço de estacionamento subterrâneo semi-enterrado com capacidade para 325 lugares de estacionamento pago, regulado por parquímetros. O novo parque é uma obra orçada em 3,5 milhões de euros e que é inteiramente suportada pela empresa vencedora do concurso, a Lena Engenharia e Construções, que vai ficar responsável pela sua exploração. O parque vai abranger uma área de 3740 metros quadrados e vai incluir na cobertura alguns lugares de estacionamento e uma zona verde com espaço para dois quiosques.
António Rodrigues referiu que está garantida a protecção das margens do rio e a continuidade da ligação pedonal entre a rua do Nogueiral e a ponte sobre o rio. O autarca justificou o atraso do início da obra como facto de ser um projecto que envolve “muita exigência técnica” e por compreender o período de estudo da empresa concessionária neste tempo de crise. O autarca referiu ainda que enquanto a obra durar – a previsão é que seja seis meses – vai ser possível estacionar em ambos os sentidos da Avenida 8 de Julho até à rotunda da Várzea. Também o parque por detrás do mercado é alternativa assim como o parque do Teatro Virgínia, que vai passar a ser pago, e o parque junta à Escola Prática de Polícia que também vai ter parquímetros.
O autarca pretende ainda avançar com dois novos parques de estacionamento no centro histórico, um no largo da Igreja de S. Salvador e outro no lugar de um antigo edifício contíguo à Câmara Municipal.
A comitiva seguiu depois rumo ao Castelo onde visitou as obras da envolvente, um projecto que custou cerca de 900 mil euros, financiados a 62% por fundos comunitários. A obra envolveu a construção de uma larga zona pedonal em torno do Castelo, que inclui um jardim árabe, um parcela que custou 480 mil euros. Foram também feitas obras nas torres, no valor de 200 mil euros e obras de fundo da Alcaidaria que custaram 250 mil euros. No decurso da obra foi também possível desenterra e recuperar uma antiga muralha fernandina e no futuro a autarquia quer recuperar a antiga muralha da cerca. “É a transformação de uma referência abandonada numa referência viva da cidade”, disse António Rodrigues.
O projecto de recuperação do Castelo envolve ainda, no futuro, a criação de motivos de atracção dentro das torres que poderão passar pela recriação da conquista de 1148, pela concessão do foral por D. Sancho em 1190 ou pelas invasões castelhanas. É também objectivo da autarquia recriar a lenda de Gil Paes e instalar dois telescópios, numa torre a sul e noutra a norte, para permitir aos visitantes ter uma vista diferente sobre a cidade e a paisagem. Também o jardim vai ser reorganizado para permitir acolher eventos desportivos e culturais e espectáculos.
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