
Por Armando Fernandes
O Grande Hermano determinou, numa hora de mau humor e coño, o apagamento da pantalha que ainda é dele de uma rapariga laroca e de boca grande, cujas iniciais fazem lembrar uma produtora de filmes, mas que significam Manuela Moura Guedes.
Na espanhola balança, as aflições de tesouraria pesam as culpas de um negócio abortado há tempos. Sócrates defende-se mal, na minha opinião, pensando apenas na caixa dos votos. Arvora um ar de enganado-humilde, esquece farroncas antigas e maldades cometidas contra alguns órgãos de comunicação social, aparecendo agora como formiguinha trabalhadora a quem todos os pecados são apontados.
Longe vai o tempo dos comícios inflamados onde surgia como o zângão a espanejar mel saboroso da colmeia e a apostrofar o tal programa. Nesta altura do campeonato e perdoe o leitor o futebolês, a pior coisa que podia acontecer a Sócrates era um desfavor desta importância feito pelo Grande Hermano.
O jornal dele continua a defender Zapatero, a sua colagem aos socialistas obrigou-me a dupla despesa pois também passei a adquirir o El Mundo, mas o negócio da Mediacrapo, entornou o tinteiro da conveniência entre eles, dando azo à misérrima inventiva em Lisboa.
Vamos lá ver: ao estado-maior socialista provocou alegria o forçado fecho de boca de MMG, no entanto, não festejaram o acto por causa dos efeitos colaterais, daí a atitude de Sócrates enleada de maneiras no afã de os minimizar.
A oposição à direita rejubilou, nem outra coisa seria de esperar, mas tinha ganho mais pontos se não tivesse sido tão melodramática, tão fúnebre. No mais, vamos ter falatório durante a campanha eleitoral, as pessoas já fizeram o juízo e acredito na penalização de Sócrates, pois da fama não se vai livrar, expeditamente avivada pelos adversários. E a famosa MMG? Sem querer arvorar-me em pitonisa, não ficarei espantado se ela surgir na SIC, numa noite de nevoeiro.
Na larguíssima ampliação dos negócios, os gestores não andam longe da máxima do almocreve de Carção, que dizia: “onde há lúcaros, não há escarúpulos”. O homem pronunciava mal, isso não o impediu de forjar fortuna, tal como muitos parentes dele o fizeram em Lisboa, em diferentes ramos.
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