JJ Louro quer comprar terreno da Lactogal na Quinta da Mafarra
em destaque, twitter, Últimas Segunda-feira, Setembro 14th, 2009A Câmara Municipal de Santarém aprovou hoje, por unanimidade, dar um parecer favorável ao negócio de compra dos terrenos da Lactogal por parte da empresa Lusocolchão do grupo JJ Louro.
A câmara recebeu uma carta do empresário Joaquim José Louro a pedir uma posição favorável da autarquia face a este negócio que o grupo quer realizar para expandir os seu negócio e aqui construir uma nova unidade para a produção de estofos para sofás e para o aprovisionamento de matérias-primas, um investimento que deverá criar entre 200 a 300 postos de trabalho.
O empresário refere na carta que já chegou a acordo com a Lactogal para a compra do terreno e que gostaria de ter da autarquia a garantia da aprovação do negócio e que só aceitaria esta posição se ela fosse tomada por unanimidade de todas as forças políticas representadas.
Este terreno, localizado na Quinta da Mafarra, junto das instalações da fábrica Cintra, foi cedido a “preço simbólico” pela Câmara de Santarém à Lacotogal para a construção de uma unidade que iria concentrar toda a produção de queijo da empresa. O processo acabou por não se concretizar e a Lactogal construiu a unidade em Oliveira de Azeméis.
A compra do terreno pelo empresário Joaquim Louro pode ajudar também a resolver o problema do processo de indemnização que a empresa Lactogal colocou à Câmara de Santarém, disse à Lusa, o presidente da autarquia, Moita Flores.
Joaquim Louro começou a sua actividade há mais de 30 anos, a vender arcas para enxovais e hoje é o maior empregador do distrito de Santarém com 1.200 trabalhadores distribuídos por um grupo de seis empresas que se estende às áreas do mobiliário, dos sofás, dos colchões, da construção civil e obras públicas e ainda da gestão imobiliária e da compra e venda de imóveis.
A empresa Lusocolchão exporta cerca de 95 por cento da sua produção de colchões para Espanha e para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Na área do mobiliário e dos sofás, o grupo exporta entre cinco a dez por cento.
Em 2008, teve um volume de negócios de aproximadamente 65 milhões de euros.
Por dia, o grupo fabrica cerca de 2000 colchões, 130 conjuntos de sofás e cerca de 200 quartos e salas.
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