Jerónimo de Sousa diz que deputados do PCP se comprometem a ser substituídos
em destaque, twitter, Últimas Quinta-feira, Setembro 24th, 2009
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou esta quarta-feira em Santarém que os eleitos da CDU comprometem-se a aceitar “sempre, mas sempre” a sua substituição, numa referência à ex-deputada comunista Luísa Mesquita.
Num jantar-convívio com cerca de 200 apoiantes de Santarém, Jerónimo de Sousa salientou que os deputados da CDU “estão para servir o povo e não para se servir a si próprios”, acrescentando que os eleitos “tem código de honra”.
“É que a assinatura do mandato é do nosso partido, é da CDU. E sempre, mas sempre, que for preciso admitiremos a substituição”, frisou.
Jerónimo de Sousa referiu-se assim implicitamente à ex-deputada Luísa Mesquita, eleita da CDU pelo distrito de Santarém nas últimas legislativas e que foi expulsa do partido depois de ter recusado a abandonar o seu lugar no Parlamento.
Jerónimo de Sousa esteve esta quarta no distrito de Santarém, onde começou por visitar o Couço. Depois deste almoço, esteve no Comando Distrital da PSP, jantou em com militantes em Santarém, seguindo depois para um comício nocturno em Alpiarça.
Um distrito onde a CDU se apresenta com um novo cabeça-de-lista, o deputado António Filipe, depois de a anterior número um, Luísa Mesquita, ter sido expulsa do partido após ter recusado ceder o seu lugar no Parlamento.
A três dias das eleições, António Filipe afirmou notar uma “grande receptividade e mobilização” no distrito, mostrando-se confiante no reforço da votação da CDU em Santarém.
Também Jerónimo de Sousa fez um forte apelo ao voto, afirmando que o PS “fez uma opção de fundo: dar mais riqueza aos ricos e mais pobreza aos mais pobres”.
“A direita é coerente, não quer nada de novo, quer ser só a direita. Quer continuar a atacar os serviços públicos, quer reduzir o direito à saúde, à Segurança Social, quer mais privatizações, quer dar mais aos poderosos. Sempre foi assim, não está a abdicar dos seus princípios”, afirmou, sublinhando que “o grande problema continua a ser o PS”.
Um partido que, sustentou, “se assume como da esquerda, mas na prática faz uma política de direita”, disse, repetindo um dos seus habituais ditados populares: “não dá a cara com a careta”.
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