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O CDS/PP, que recupera o deputado perdido nas últimas legislativas, e o Bloco de Esquerda, que pela primeira vez elege um representante pelo círculo de Santarém, são os grandes vencedores da noite eleitoral de domingo, no distrito, em que o PS perdeu dois dos seis deputados que conseguiu em 2005.
O PSD e a CDU ficaram na mesma.
Com esta distribuição – PS:4, PSD:3, BE:1, CDS/PP:1, e CDU:1, o círculo eleitoral de Santarém continua a manter-se como um barómetro genérico dos resultados alcançados a nível nacional, onde o principal destaque é o fim da maioria absoluta socialista.
O Bloco, com 11,91% (29.379 votos), tornou-se a terceira força política mais votada no distrito, o que “é um resultado muito importante ” para José Gusmão, cabeça de lista eleito.
“É a primeira vez que temos representação política no distrito, e ainda por cima conseguida com uma larga margem e com uma votação expressiva”, assinalou.
Este resultado é também “uma responsabilidade, porque queremos fazer um trabalho que incida nos grandes problemas do distrito e nas suas realidades”, disse ainda José Gusmão, na sede do BE de Santarém, onde o ambiente era de festa, com o sentimento de missão cumprida.
“A nível distrital, penso que o CDS obteve um resultado magnífico e absolutamente histórico, acima dos 11%”, afirmou Filipe Lobo D’Ávila, acrescentando precisamente que o partido, que obteve 11,22% (27.660 votos) conseguiu recuperar o deputado perdido nas legislativas de 2005.
“O objectivo foi cumprido”, sintetizou o futuro deputado, explicando que a campanha “diferente do habitual, com muita rua e muito contacto com as pessoas” é um dos factores que explica o bom desempenho eleitoral, em que o CDS apresenta um crescimento bruto que ronda os 10 mil eleitores, em relação às últimas legislativas.
“Este resultado superou todas as minhas melhores expectativas”, concluiu Filipe Lobo D’Ávila, no Santarém Hotel, local escolhido pelos centristas para acompanharem a noite eleitoral.
“Face à possibilidade de não haver uma maioria absoluta a nível nacional, como já era esperado, a nossa expectativa era a eleger entre os três a quatro deputados. Acabámos por manter o número que conquistámos em 2005”, disse Vasco Cunha, o número dois da lista do PSD por Santarém, encabeçada por José Pacheco Pereira, que regressa assim ao parlamento português.
Vasco Cunha, concordando que não foi uma noite de vitória para o PSD, que obteve 26,97% (66.516 votos), disse “já ser de alguma forma esperada a pulverização do eleitorado pelos partidos mais pequenos, mas ficámos surpreendidos com o facto da CDU passar para quinto lugar nas forças políticas mais representadas, a nível do distrito”.
Sobre o crescimento dos outros dois partidos, o líder da distrital social-democrata é da opinião que “tanto o Bloco como o CDS afirmaram-se como duas alternativas de protesto, e o cidadão que vota neste partidos não está amarrado do ponto de vista ideológico, quer à direita quer à esquerda”.
“A nível distrital, a CDU atingiu os objectivos a que se tinha proposto, que passavam por manter o deputado que tinha e aumentar o número de votantes”, disse António Filipe, acrescentando que a CDU (com 9,26% e 22.848 votos) teve mais 966 votos que nas legislativas de 2005.
O cabeça de lista desvaloriza o facto da coligação passar a ser a quinta força política no círculo de Santarém, explicando que “isso é um facto que se deve às descidas do PS para o Bloco de Esquerda e CDS”. “Nós ficaríamos preocupados se o crescimento destes dois partidos tivesse ocorrido às custas da CDU, o que manifestamente não aconteceu”, afirmou António Filipe, no centro de trabalho de Alpiarça.
Na sede do PS, partido que até ganhou as eleições, com 33,7% (83.123 votos), não esteve nenhum membro da lista que concorreu a estas legislativas, e nem sequer da federação distrital de Santarém.
“Apraz-nos em primeiro lugar registar que, depois de uma derrota nas europeias, o PS obteve uma vitória folgada nestas eleições, quer em termos do distrito quer a nível nacional”, começou por afirmar o mandatário da campanha, Carlos Catalão, reconhecendo que o resultado distrital ficou aquém das expectativas.
“Perdermos dois deputados é o resultado de um voto de protesto que cai claramente nos partidos do protesto”, disse Carlos Catalão, para quem “o povo deu-nos a margem para governarmos, mas disse-nos que vamos ter que explicar melhor aquilo que estamos a fazer”.
“Estava à espera de manter pelo menos o quinto deputado, mas aceito estes resultados com muito orgulho, porque vencemos as eleições”, acrescentou ainda o mandatário.
Feitas as contas, os representantes do distrito na próxima legislatura serão Jorge Lacão, Idália Moniz, João Galamba e António Gameiro, (pelo PS), Pacheco Pereira, Vasco Cunha e Carina Oliveira (PSD), José Guilherme Gusmão (BE), Filipe Lobo D’Ávila (CDS/PP) e António Filipe (CDU).
A abstenção ficou-se pelos 38,97%, um número sensivelmente inferior à média nacional, que se ficou pelos 39,4%.
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Sem duvida ,quem ganhou estas eleicões foi o CDS ,e merecidas pois Paulo Portas foi o melhor em campanha.
Espero que este novo governo seja melhor que o primeiro ,que na minha opinião foi desastroso ,não vi uma unica promessa eleitoral cumprida.
A conclusão que chego é que : ou somos todos estupidos ou ele é realmente um grande POLITICO, estou mais inclinada para a ultima.
Quem saiu, derrotado. nas eleições foi o PS!
Não se deve, tomar uma derrota, por uma vitória!
Quem votou PS, foram os chupistas e os mal informados!
Não é difícil apercebermo-nos de quantos oportunistas vivem à sombra do PS actual!
Vamos esperar para vêr…a perda da maioria já foi muito bom!
Veremos se o PS sabe, governar com parcerias!
Já nos mostrou que, não sabe… governar sozinho!