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CDU queixa-se à CNE por retirada de cartazes eleitorais em Santarém

Imagem enviada pela CDU no momento da retirada dos cartazes

Imagem enviada pela CDU no momento da retirada dos cartazes

A CDU apresentou queixa à Comissão Nacional de Eleições contra a retirada de propaganda política pela Câmara de Santarém, situação que esta assegura ter ocorrido por “lapso”, lamentando que aquela força política não tivesse deixado repor a situação.

A CDU queixa-se de que os serviços da autarquia retiraram “estruturas de suporte a cartazes de dimensão MUPI, nos quais existia propaganda afixada e que estavam identificados como sendo do PCP”, momentos antes da primeira acção de campanha do PSD, realizada terça-feira de manhã.

A coligação garante que “pelo menos duas das cinco estruturas” instaladas no Largo Cândido dos Reis tinham afixada propaganda com fotografias de candidatos da CDU à Câmara Municipal, não cabendo no argumento de retirada da propaganda “fora de prazo” (relativa às legislativas).

Segundo a coordenadora da CDU, painéis de outras forças políticas relativos às legislativas existentes no mesmo local não foram retirados.

Na queixa à CNE, a CDU alega a retirada de outras estruturas de propaganda do partido que estavam instaladas junto ao Jardim da República.

O presidente da Câmara de Santarém, Francisco Moita Flores (independente eleito pelo PSD), reagiu a esta queixa, confirmando que deu instruções para a remoção de “todos os cartazes, anúncios, ‘outdoors’, referentes à campanha eleitoral para a Assembleia da República, tendo em conta que terminou este acto eleitoral”.

“Por lapso de um dos funcionários foram removidos três ‘placards’, dois da CDU e um do PSD que se destinavam às eleições autárquicas”, afirma Moita Flores em comunicado.

O autarca e também candidato pelo PSD a novo mandato, assegura que os serviços da autarquia quiseram “corrigir o erro”, mas “um elemento afecto à CDU recusou, levando consigo os respectivos ‘placards’ e recusando o pedido de desculpas que, logo na altura, lhes foi apresentado”.

Afirmando ter tido conhecimento da queixa através do comunicado da CDU e não de qualquer comunicação da CNE, o autarca afirma que “a invenção de um facto político só se compreende à luz da vitimização que esta força política vem a fazer, recusando qualquer explicação, desculpa ou reposição de eventuais erros”.

O autarca lembra a obrigação das forças políticas de removerem a publicidade ultrapassada pelos acontecimento – “com direito a coima caso haja desleixo” -, sublinhando o “desprendimento” da autarquia em não seguir esse caminho e ao proceder “à sua remoção gratuita”.

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Publicado por on Set 30 2009. Arquivado em em destaque, twitter, Últimas. Pode seguir os comentrios a esta notcia atravs de RSS 2.0. Pode deixar um comentrio ou remeter para esta notcia

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